Hoje o maníaco dará inicio a uma série de posts sobre a final da champions 2010/2011.De cara teremos o texto do meu amigo Augusto Carpazano.
Wembley vai Tremer!
No próximo dia 28 de maio, Barcelona e Manchester United entram no sagrado gramado de Wembley para uma final histórica da Liga dos Campeões.
Chamo de histórica, pois teremos em campo- na minha opinião- os dois melhores times do mundo atualmente, os dois campeões de seus paises e o confronto de dois grandes estrategistas do futebol.
Pépe Guardiola, que foi ídolo dos blaugranes na década de 90, assumiu o time mantendo o espírito ofensivo de Johann Cruyff. O ex-camisa 3 tem mentalidade quase kamikase em suas estatégias de jogo, pois joga com a defesa quase no campo de seu oponente.
Habitualmente, o Barcelona joga no 4-3-3 de base alta. Sérgio Busquets é o Guardiola da vez. É dele a responsabilidade de vigiar a entrada da área azul-grená e fazer a saída de bola e ainda fazer o balanço defesivo quando sobem os laterais. À seu lado Xavi e Iniesta são os vértices laterais do triângulo blaugrano. O primeiro, além de ajudar muito na marcação ainda tem a função de armar as principais jogadas pela direita com o ofensivo lateral Daniel Álves.
No ataque, Pedro Rodríguez pela direita e David Villa pela esquerda jogam sempre fazendo diagonais em direção a área do adversário. Isso porque o falso 9, Messi, abre os espaços necessários para que tais jogadas aconteçam.
O argentino joga sempre às costas do meio-campo adversário e à frente da defesa. Num setor complicado para a marcação, o melhor do mundo se cria e cria jogadas para as infiltrações de seus companheiros.
Sir Aléx Ferguson, por sua vez, adota o 4-4-2 estilo britânico, ou 4-4-1-1, como queiram.
À partir de defesa sólida, como o ótimo goleiro Van der Sar e os zagueiros Ferdinand e Vidic- além dos laterais Fábio e Evra- começa o time dos Red Devils. Porém, em seu meio-campo está a grande chave vermelha. Tendo apenas Carrick como volante central, Ferguson adaptou Ryan Giggs como o box-to-box. O antes winger esquerdo, está se saindo ainda melhor na função. O galês volta na marcação, fechando os espaços centrais do adversário, e com a bola parte como armardor buscando sempre a velocidade de Valência, pela direita, Park, pela canhota, e Rooney pelo meio.
Park, inclusive, deve ser o vigia de Daniel Alves durante toda a partida. Por sua velocidade e obediência tática, o sul-coreano deve acompanhar o brasileiro- principal válvula de escape do Barça pela direita- e Rooney deve se deslocar do meio para a esquerda, aproveitando a ofensividade do baiano.
Chicharito Hernández jogará centralizado buscando o lado que Puyol estiver para aproveitar sua lentidão.
O Barça, provavelmente terá a mesma paciência apresentada no primeiro tempo frente ao Real Madrid, no jogo do Bernabéu, e aproveitar os 37 anos de Giggs para colocar Messi à suas costas. Carrick terá de se deslocar para marcar o argentino e abrirá espaços para Iniesta fazer suas enfiadas de bola em diagonais.
Pépe talvez surpreenda à todos e coloque Keitá, empurrando Iniesta para o ataque, porém são só opiniões táticas de um jogo que promete ser decidido nos detalhes.
Pra mim quem ganhar o meio-campo ganhará o jogo, pode apostar.
Esse foi o primeiro de uma série de muitos textos que espero publicar até sábado
Um comentário:
Como eu disse na matéria, Phelipe, quem ganhou o meio ganhou o jogo. Carrick não deu conta de Iniesta e Xavi, já que Giggs ficou perdido. Park não fechou bem a asa esquerda do esquema de Ferguson e ainda deu espaços para Daniel Alves coar pelo setor. Por ali começou a vitória com gol de Pedro, por ali o Barça criou as melhores jogadas. Salve o futebol ofensivo e consistente de Guardiola!!
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